
Dia desses, eu falava sobre isso.
Comemorei em dezembro de 2008, quatro anos de blogagens.
O primeiro blog, perdeu-se no tempo. Mal feito e pouco cuidado, nem chegou a ser considerado um “filhote”.
Mas, ali começava a minha paixão por esse universo.
Depois, em 2005 abri o Falando de Amor.
Lugar pra onde, vez em quando, sinto vontade de voltar porque foi lá, que minha paixão se tornou sólida e irremediavelmente pública.
Sempre fui uma apaixonada pela verdade e meus blogs (todos), carregaram a marca de ser um diário virtual. Talvez por esse meu jeito, amealhei amigos “pra vida toda” e hoje, não entendo a vida sem esse contato.
Por isso, a gente muda de endereço, muda a casa, acrescenta novos amigos... às vezes fecha espaços, pra logo arrependida, pensar em abrir outro.
Para comemorar a data, republico um texto de 2006.
Ontem, conversava com uma conhecida (que me recuso a chamar de amiga).
Uma conversa amena, sobre assuntos banais, ou, pelo menos deveria ser assim. Falávamos de moda, comportamento e sempre havia algo, na maioria das mulheres, que não correspondia ao ideal, na opinião da moça extremamente culta e posicionada...
Quando ela perguntou se era verdade que eu mantinha um blog, dei a conversa por encerrada. Quase conseguia ver o ar de puro desprezo, como se dissesse: “não acredito! Que coisa mais imbecil e pouco necessária.” Dei minhas espetadas, e vim para casa pensando.
A coisa é mais ou menos assim: se gosto de vinho, deveria gostar de cerveja. Ou, melhor seria não beber álcool. Se tenho minhas razões para não gostar de ficção científica, deveria abolir os dramas românticos... ou enlatados americanos de um modo geral. São todos filmes imbecilizantes.
É chic ser ‘cult’. É moderno gostar de filmes alternativos, rotas alternativas e esportes radicais.
Não conhecer ‘Prada’... é o Óóh!! E jeans, só vale se for Diesel.
Se ouso defender minha tese de liberdade sem incomodação, sou corajosa demais, abusada demais, arrojada e coloco medo nas outras pessoas. Por outro lado, enquanto ainda mantinha aceso o ideal de um segundo casamento, com direito à boa e velha discussão depois do amor, quase ganhei convite pra sair da festa.
Se amo com liberdade, sou inconseqüente e pouco interessada... mas se cobrar qualquer coisa, é falta na entrada da área!
Perdi homens, porque era gorda. Mas não ganho o jogo, por ser inteligente.
Amo, quase loucamente, entreguei minha identidade, de presente e consciente, para alguém que custou para entender que valho a viagem... mas, reconhecidamente, nunca fui tão feliz.
Acontece que sou assim mesmo! Sou confusa e não sou paga para defender outras idéias que não, as minhas.
E hoje, sinto muito... mas adoro vinho tinto, não suporto cerveja, minha bolsa não é Prada e meu jeans não é Diesel.
Tá bom pra você?
Gosto do cinema, quando o filme me diz alguma coisa, seja ele americano ou irlandês. Estou aprendendo a gostar de blues, mas Fábio Júnior ainda vai voltar a cantar pra mim. Meus conceitos são meus e não os imponho a ninguém, mas quero e faço questão de ser entendida no meu “modus vivendi”.
Amo quando as pessoas me lêem e discutem minhas idéias. Mas elas, são as minhas idéias.
E quer saber?
Ser blogueira é o máximo!!!
Queridos, vou precisar me afastar por um tempinho.
Minha filhota amada, chega neste final de semana e, como sempre acontece, serei “mother, full time”.
Beijos meus!!!