quinta-feira, 31 de julho de 2008


Eu tenho dois passarinhos.
Um deles vive na gaiola. Quando eu vou tratá-lo, tenho de tomar o máximo cuidado porque ele se bate muito e eu tenho certeza de que ele, se escapar, voará e nunca mais o verei.
O segundo dorme no espaldar da minha cama. No início do amanhecer, ele acorda e começa a cantar. Eu abro a janela e ele sai voando e fica pelas árvores do jardim, brincando e cantando. Nunca vai para longe. Quando eu me levanto, ponho na janela comida, água e uma banheirinha. Ele vem, toma banho, come e volta a voar. De vez em quando, ele pousa na minha cabeça ou no meu ombro e canta por uns momentos e voa novamente. No final da tarde, ele pousa no parapeito da janela e fica cantando até o escurecer. Daí, ele voa para o espaldar da cama e dorme.

Qual dos dois passarinhos é mais meu?
O que está comigo apenas porque eu o mantenho preso?
Aquele que escolheu viver comigo porque eu o cativei e o deixei livre?
(
http://www.armazemdesonhos.com.br)


Sei que ando muito chatinha.
Tenho fugido do MSN e nem aqui ouso ficar até o final da noite, temendo que alguém me chame pra sentar e conversar.
Meu assunto é um só: complicadíssimo deixar livre o pássaro, sabendo que vai voar e não voltará mais.
Sei que desta forma ele prova todos os dias, o tanto que “não é meu”, sei que deseja a liberdade e sei... que nossos corações sentem prazeres diversos.
Então perdoem essa perdida e bebam a saúde dos bons ventos que chegarão.



sexta-feira, 25 de julho de 2008


Vejam só... apesar deste Bar..., andar pra lá de caído a minha Bonitinha lembrou do espaço e me presenteou com o selinho.
Olha eu toda orgulhosa aqui, gennnnnte!
Indico:
Blog da Claudete
Blog da Camila
Blog da Ilka
(Bonitinha, o que eu fiz que os olhinhos não mexem? Em todo caso, mesmo com o olhinho parado, te agradeço a lembrança e o carinho.)

quarta-feira, 23 de julho de 2008


Não sei se alguém
Pode mensurar
O que perdi
De tanto sonho
Que cultivei
E não vivi
Adorava me ver como sua
Sempre adorei, mas não deu
(Djavan)


Admiro as pessoas que guardam datas...
Admiro demais, um homem que guarda datas!

Hoje, porque minha memória anda um “caco”, não lembrei que havia uma data para comemorar.
Há muito tempo atrás... duas pessoas com o coração aos pulos, juraram fazer de um tudo para preservar um amor que estava começando e já começava enorme!
Duas pessoas se encontraram e pediram a proteção de um velho índio... porém o que elas naquele momento ignoravam, é que não se pode mudar o que já foi escrito.
Não sei se há alguém que possa mensurar as minhas perdas: todos os sonhos que naquele dia, permiti que saíssem da gaveta... toda vontade de me entregar, depois de tanto tempo cultivando um coração vazio... todo o amor, que eu quis entregar!
É... eu adorava me ver como tua! Adorava me sentir, tua!
Adorava mas... não deu!
E hoje, meus “air bags” emocionais, fizeram questão de proteger meu coração e não lembrar de um tempo em que fui muito feliz. Mas ainda assim...
Admiro os homens que guardam datas!!

terça-feira, 22 de julho de 2008




Lya Luft, escritora gaúcha de quem sou fã de carteirinha, disse certa vez numa entrevista à televisão: “Num relacionamento, seja de que tipo for, a única coisa que não deve faltar é o bom humor. Quando ele acaba, acaba quase tudo...”.

Esta noite enquanto o sono não vinha, pensei nisso. Os poetas falam em amor de entrega, amor de doação, desejos incontidos, cumplicidade e todas as rimas que advém destas palavras. Mas, são poucos os que rimam amor com gargalhada. Paixão, com graça. E eu, concordo com Lya Luft. Amor tem que fazer rir ou no mínimo, sorrir.
Digam, quantos casais nós conhecemos que riem alto?
O que me fica é uma espécie de punição velada aos mais velhos, como se houvesse idade certa para se achar graça na vida. Os jovens são mais libertos, riem com muito mais facilidade... porém na idade madura, ser comedido é o comportamento razoável que a sociedade espera. É o modo politicamente correto de ser.
Não concordo. Me recuso. Sou radical contra!
Reparem como uma mulher que ri alto é tida como vulgar ou espalhafatosa.
Certo que há exceções, mas não estamos falando delas. Refiro-me ao fato de que o amor não deve ser algo sério e compenetrado. Pelo menos, não o tempo todo. O amor, deve ser leve... desprovido de mau humor.
Deve ser libertador!
Claro que os descaminhos e as tristezas, deixam vincos na testa e marcas na alma, porém não podem e não devem calar o riso. Claro que não é possível rir o tempo todo: isso é alienação.
Porém, deixar de lado o bom humor, o alto astral?
Abrir mão dos risos e sorrisos?
De jeito nenhum.

- Ei... você aí! Sorria. Existe alguém que vive por um sorriso seu.


quinta-feira, 17 de julho de 2008




Que esse amor não é mais desta vida, eu sei.
Que meu corpo nunca mais sentirá teu olhar de encantamento, eu já sei.
Que nunca mais minha boca vai tocar a tua... eu também já sei.
Que perdi a batalha porque entrei perdedora nesta guerra, já me acostumei.
Que tua falta vai me fazer muita falta, já reconheci.
Que o teu amor, foi um engano de percurso e que por conta do meu engano estou pagando um preço alto demais... foi uma das verdades mais sofridas que tive de admitir.
O que ainda não aprendi, é como viver sem tudo isso!

A vida foi aos poucos, me dando todas as respostas.

Até para as perguntas que não formulei...
Hoje, eu sei que te foste e que não vais mais voltar.

Nossos caminhos são paralelos que não se cruzarão mais.
Me diga então por que razão vivo esticando meu braço na tentativa absurda de tocar o teu?



domingo, 13 de julho de 2008


quarta-feira, 9 de julho de 2008

Resposta aos e-mails...

Quando não há mais o que dizer, quando o amor deixa lugar vago e a mágoa se instala pedindo chá com bolinhos, tamanha a intimidade com a alma – é chegada a hora de parar. Parar não implica em deixar de sentir. Parar, é defender-se! E esta é a hora de não responder e-mails... quando tudo cai num vazio assustador e dou conta de que poderia usar todos os caracteres, tentando provar minhas teorias e seria inútil pois não mudaria uma linha da história na sua totalidade... é decididamente a hora de parar.
“... o que os olhos não vêem, o coração não sente...”. O que meus olhos não lêem, não me machuca. O que desconheço, dói cada vez menos.
Mágoa? Off course!! Cada célula do meu corpo anda que é mágoa só, porém.... Polyana sou eu e se tem de ser assim, que pelo menos seja com bom humor!

Mensagem 01
- Ana, o que nos restou foi a comunicação por e-mail . Você vetou todo o resto, então vamos deixar o amor permanecer pelo menos aqui?
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Prezado Remetente.
A Destinatária foi excluída de nosso provedor por comportamento inadequado. Excedeu-se em palavrões, lamentações e atentado violento à paciência dos outros. Pedimos a gentileza de retirá-la do seu banco de dados e/ou lista de endereços. Inútil tentar uma comunicação.
Agradecidos.


Mensagem 02
- Aninha... deixa de bobagem e vamos falar sério por favor! Responda o e-mail e sem brincadeiras.
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Prezado Remetente.
A Destinatária foi tentar a vida como repórter de guerra, na Colômbia. E o senhor há de concordar que foi bem feito! Ela vivia se queixando da vida aqui no Brasil, só porque levou um sonoro e retumbante pé na bunda. Achava ruim aqui? Ruim ela vai ver agora. E como o senhor deve saber, acesso à Internet no meio da selva é bastante complicado, então.... melhor desistir!

Mensagem 03
- Na Colômbia é ótimo e seria hilário se não fosse trágico. Parabéns pelo senso de humor (negro). Mas agora que já rimos bastante da piadinha... podemos falar feito gente grande?
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Prezado Remetente.
A Destinatária analu.ferreira@xxx.com.br, não poderá hoje, amanhã... never more, responder às suas mensagens. Informamos que a pessoa em questão, foi abduzida por uma espaçonave e dizem as boas línguas, que o ET responsável pela nave-mãe modelo 2015/2016, era um moreno, alto, bonito e sensual. Isto é, um “estouro” de ET!
As últimas notícias enviadas por satélite, dão conta de que ela está muito feliz, morando em um triplex com vista panorâmica para os anéis de Saturno. Como deve ser do seu conhecimento, a comunicação intergaláctica está a anos-luz dos nosso modestos programas e em sendo assim, qualquer contato torna-se impossível.
Caso o senhor já tenha entendido, favor desconsiderar esta mensagem.
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Por que será que ele ficou aborrecido?
Como diz Maitê Proença: “... não sabe brincar, não desça para o play...”.