sábado, 30 de agosto de 2008

Já fiz tua mala...


Bilhete
Ivan Lins/ Vitor Martins


Quebrei o teu prato

Tranquei o meu quarto
Bebi teu licor
Já arrumei a sala
Já fiz tua mala
Pus no corredor
Eu limpei minha vida
Te tirei do meu corpo
Te tirei das entranhas
Fiz um tipo de aborto
E por fim nosso caso acabou
Está morto
Jogue a copia da chave
Por debaixo da porta
Que é pra não ter motivos
De pensar numa volta
Fique junto dos seus
Boa sorte, adeus!

Não! Ainda não consegui tamanha autonomia.
Ainda choro vez ou outra, pelo desacordo entre a razão e todas as minhas emoções.
Mas há de chegar o dia, em que vou colocar na prática toda a teoria da canção.
Vou rasgar as fotos, quebrar os CD’s, apagar os e-mails, bloquear endereços, etc... etc...
Ou quem sabe, o aborto não seja necessário e eu conviva harmonicamente, com cada uma das lembranças.
Há de chegar o tempo de mudar para outro lugar, outro espaço, talvez uma outra orbita.
A vida é mesmo estranha: uma mistura de prazer e dor... o beijo e a traição!
Então, boa noite!
As coisa aconteceram errado mesmo, mas está tudo bem.
Todos nos estamos apenas passando por aqui, na velocidade da luz.
E quanto à chave da porta...?
Não se preocupe! Não estou pensando mesmo numa volta.
Boa sorte...adeus!







quinta-feira, 28 de agosto de 2008


POEMA

Tu e eu,
ao perdermos um ao outro,
ambos perdemos.
Eu, porque tu eras o que
eu mais amava,
tu, porque eu era quem te amava mais.
Mas, entre nós dois,
tu perdes mais do que eu.
Porque eu poderei amar
a outros
como amei a ti.
Mas a ti nunca ninguém
jamais amará
como eu te amei.

ERNESTO CARDENAL, poeta nicaragüense.

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Um e-mail especial de alguém muito especial!



Trecho de uma mensagem...
“...Ele não merece um mulherão desse, não! Deixe-o com a outra. Não é a primeira vez que alguém faz isso com você (igualzinho fazem para mim - sempre aparece uma outra e ela é sempre a escolhida). Se servir de consolo, hoje, analisando, estou melhor que "qualquer" uma das outras que tenha ficado com todos eles. Depois de passado o tempo, percebo que todas apareceram somente para me salvar, tirando os "estrupícios" de meu caminho...”

Ando pensando muito sobre isso.
Aliás, estava num momento tipo, moral abalado e passeando por e-mails que guardo com carinho, reli este. Não, não foi esta a primeira vez. Casada ainda, perdi para a amante. Sem saber, virei amante (de alguém que eu não sabia que era casado) e perdi para a namorada. E sendo namorada, perdi para a ex-mulher que não é mais ex.
Concordo e hoje vejo com clareza, que “elas” ficaram com a pior parte, com o ruim da coisa toda, mas até essa bendita consciência chegar, dói. Dói perceber os enganos que cometi, dói me saber mais uma vez, envolvida em mentiras desnecessárias e dói... dói um monte, saber que meu amor não tinha correspondência.
A verdade é sempre crua e dura: não perdoa!
E eu, não canso de dar murros em facas de ponta, não deixo essa visão romântica que me faz enxergar tudo cor-de-rosa demais.
Sem dúvida, a “piece de la resistance”, foi quando me dei de conta que, a maneira de olhar para esse amor, era diferente em nós dois. Para ele, era só um caso, um “tempo”. Para mim, tornou-se a luta do século, a razão de viver, por mais piegas que possa parecer. Nosso foco, absurdamente distinto, nos fez ter escolhas e maneiras de agir, distintas.
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Amiga, obrigada pelos “toques”.
Obrigada, por esse e-mail que ainda lerei algumas vezes, sempre que me faltar o ar.
Obrigada, pela vida tão semelhante à minha, que me oportuniza ouvir palavras tão pertinentes.
Amigos do Bar..., obrigada pela paciência. Eis que, uma nova Ruiva (já nada ruiva) surge. Tentando se erguer cada dia um pouco, buscando o ar a cada amanhecer e com uma baita vontade de sorrir outra vez.



quinta-feira, 21 de agosto de 2008



“...Vossos filhos não são vossos filhos. São os filhos e as filhas da ânsia da vida por si mesma. Vêm através de vós, mas não de vós. E embora vivam convosco, não vos pertencem. Podeis abrigar seus corpos, mas não suas almas; Pois suas almas moram na mansão do amanhã, Que vós não podeis visitar nem mesmo em sonho. Podeis esforçar-vos por ser como eles, mas não procureis fazê-los como vós, Porque a vida não anda para trás e não se demora com os dias passados. Vós sois os arcos dos quais vossos filhos são arremessados como flechas vivas. O arqueiro mira o alvo na senda do infinito e vos estica com toda a sua força Para que suas flechas se projetem, rápidas e para longe. Que vosso encurvamento na mão do arqueiro seja vossa alegria: Pois assim como ele ama a flecha que voa, Ama também o arco que permanece estável...”
(Gibran Khalil Gibran)


E foi-se a última pomba do meu ninho.
Mas ao contrário de me deixar triste, senti-me grata por ter consciência de que desempenhei bem meu papel. Fui até hoje, o arco de onde partiram as flechas. O arco é meu, foram meus os sonhos que sonhei com cada um. Agora, o momento é de deixar que sigam seus caminhos e pratiquem suas próprias escolhas.
Meus filhos, Carolzinha e William, não são meus filhos. São filhos da ânsia de uma vida que hoje é deles. São donos do seus caminhos. São livres para o vôo solo.
Daqui, desejo só uma coisa... fiz a cada um, um só pedido: sejam felizes.
E desta forma, estarei completa.
Ontem, levei ao aeroporto o jovem casal, William e Marjane. Se foram deixando uma ponta de saudade, rumo ao caminho novo. À uma estrada que trilharão lado a lado e eu desejo, que seja sempre um caminho de amor.

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Estou de volta!







Olha quem chegou!!
Repaginada (só por fora...rs) e feliz da vida. O casamento estava maravilhoso e nunca vi meu filho tão feliz.
Não era privilégio dele. Estávamos todos, muito felizes.
Mas agora, é preciso voltar à vida.
Minha casa interior ainda está pra lá de bagunçada e por um momento, pensei em colocar um ponto final em tudo que me lembrava um passado dolorido, leia-se blogs, orkut, etc.
Sou geminiana, é bom esclarecer. E some-se a isso, uma mistura bombástica de sangue espanhol e italiano, que me faz esta pessoinha nitroglicerina pura e, portanto, as atitudes extremadas, são uma constante!
Liguei... e ninguém atendeu.
Chamei... ninguém respondeu.
Gritei por socorro, ninguém ajudou.
Coisinha bem difícil é a escola da vida.
Estou lendo um livro (que indico): “Amar demais”.
Pesado! Não sei como, não despenquei do sexto andar a cada página que lia. Uma realidade dura pra euzinha e meus pobres ombros, carregarmos. É difícil reconhecer os erros, perceber que nem tudo é culpa das outras pessoas e que eu colaborei de forma assustadora para estar onde me encontro.
Estou descobrindo com a ajuda desta autora, que durante toda a minha vida, fiz escolhas erradas, fui permissiva e sempre, fiz questão de me anular.
Falando assim parece o apocalipse não é?
Ainda mais quando a gente se acha a vítima da incompreensão humana.
Estou no início de uma longa caminhada e estas verdade que me assustam, vieram em tamanho “extra-large” e precisei de ajuda externa, mas ter consciência que existe um problema foi o primeiro passo.
Porém, toda essa atividade mental, cobrou seu preço e me vi, no divã (só no sentido figurado, porque é uma poltroninha bem cômoda) de um psicoterapeuta.
Nada com que devamos nos preocupar, só que, encontrei-me num ponto do caminho em que, sabia todos os erros cometidos, todos os exagêros, todas as permissões, mas estanquei diante da solução.
Não sou capaz de agir sozinha e preciso de ajuda.
Não quero ser um doente terminal, vítima de amores não correspondidos. Não quero me abandonar.
Sou uma dependente de amor e se vocês acreditam como eu acreditava, que isso é só maneira de falar, pasmem! É doença sim e tão “dependência”, quanto a alcoólica ou química.
A conselho dele, que quase enfartou quando falei em tirar o blog do ar, volto a escrever. Vocês sabiam que escrever sobre si mesmo é uma excelente terapia? É um exercício constante, que propicia insight’s fabulosos.
Eu, nunca vi meus blogs sob esta ótica, enfim... resolvi seguir o conselho do Rick (que já está meu íntimo...rs) e voltei.
Mas, não foi só por isso não...
Desmanchem os bicos! Claro que vir aqui, recarrega minhas baterias, me faz acreditar no ser humano e... caramba! Não dá pra ficar longe de quem a gente ama.



domingo, 3 de agosto de 2008

Tim-tim!


Gente, passo rapidinho pra explicar que não sumi.
Nem as torturas mentais que ando fazendo comigo, por conta de um coração machucadinho, são a razão da minha ausência.
Meu filhote e minha norithia, muito amados, casam-se no próximo sábado.
Uma saudável correria, toma conta do tempo e dos dias.
Assim que passar o evento, eu volto e não será uma voltinha qualquer, não.
Será um compromisso público firmado com algumas pessoas pra lá de especiais.
Este Bar..., será atualizado, os amigos serão visitados e tudo volta a ser como eram os bons tempos.
Simplesmente, porque hoje, tive mais certeza do que nunca, do tanto que devo aos espaços que criei na Internet.
Como não ser agradecida aos blogs que me deram em forma de presente: Sueli, Claudete, Bonitinha, Ilka, Kall, Camila, Sandra... e outros tantos amigos que meu tempo escasso não permite visitar?
É por intermédio deles, que a corrente da vida, acresce-se todos os dias de um novo elo.
Pessoas, que se conheceram através do meu blog, tornaram-se amigas no tempo real. Su, Sandra, Clauzinha e Ilka!
Todas, abraçaram-se, comemoraram e brindaram à minha saúde.
Então, era isso.
Estou fazendo só uma paradinha e por um bom motivo.
O Bar..., não vai fechar não, viu meu povo?
E todos aqui sabem como as coisas funcionam: chamem o garçom, escolham e pendurem a conta.
Só eu, vou precisar estar fora.
Amigas, cuidem de tudo na minha ausência, please!!
Um brinde aos noivos... e até à volta!

Beijos da Ruiva.