terça-feira, 28 de outubro de 2008



Como foi fácil...
Difícil, é seguir vivendo depois do mal feito!
Absurdamente fácil dizer: “Acabou. Não dá mais. Nós, não podemos “ser” mais!”
Quem disse? Quem falou?
Saiba que eu ainda tinha vidas e mais vidas, de uma ávida reserva pra continuar driblando um destino jurado de morte!
Estava escrito? Por quem?
Quem se atreveu a escrever os descaminhos da minha história?
Se a vida é minha – e, ela é!! – eu deveria determinar começos e finais. Eu deveria escolher a hora certa de sair de cena e não, ser empurrada na marra para a coxia, enquanto as cortinas nem estavam baixando ainda.
Sei que falei mil vezes em terminar. Sei também, que foram minhas as palavras “Basta! Chega! Não posso mais!”
Mas, que hora infame pra bancar o bom menino, não?
Te admirava pela firmeza e certeza das coisas. Em ti, ninguém colocava cabresto e isso me chegava como um bom perfume francês. Tua força, me encantava e agora, talvez pra me fazer desencantar de vez, resolves ser obediente. Justo quando não era a melhor hora.
Pergunto-me sinceramente, se um dia eu encontraria a hora certa pra dizer adeus. Receio que não...
Uma coisa é dizer e, com raiva a gente diz tudo. A outra tergiversa ao extremo, é ouvir de outrem. E para piorar um pouco as coisas, se é que isso ainda se faz possível: estavas calmo!
Uma calma de certeza. Tranqüilidade de quem está fazendo o pior, convicto de que é o melhor a ser feito.
Não te ouvi gaguejar... fraquejar. Tuas mãos não tremeram, tua voz não embargou.
Estavas calmo e... frio!
Eu, em contrapartida, humilhei-me ao máximo.
Chorei sem moderação e como um bêbado no limite entre a razão e o coma, implorei a tua volta. Te pedi pra ficar um pouco mais comigo...
E quando levantei os olhos, pude ver tuas costas eretas. Nem nesta hora, te vi vergado ou caído. Te olhei partindo bem... como alguém que cerra uma porta entreaberta, por onde entrava um ventinho incômodo.
Voltei para casa, querendo deixar o mundo do lado de fora da porta. Olhei meu rosto no espelho e não reconheci aquela mulher.
Não sei quem ela é.
E não gosto dela... como tu também não gostarias.


sábado, 25 de outubro de 2008






O parto (também chamado nascimento) é a saída do feto do útero materno. Pode ser visto como o oposto da morte, dado que é o início da vida de um indivíduo fora do útero. A idade de um indivíduo é definida em relação a este acontecimento na maior parte das culturas.
http://pt.wikipedia.org


Hoje nasceu alguém muito especial!
Hoje, um dia frio e cheio de chuva aqui, brindou-me com a chegada do afilhado mais lindinho do Planeta – o meu afilhado.
http://suelifenixando.blogspot.com

Esse afilhado, é o segundo filho (e também o segundo afilhado... quanta honra!!), de alguém muito especial na minha vida. Sueli, a minha Su, foi mandada pelos anjos para me tornar uma pessoa melhor.

Demos ao Universo, um trabalho gigantesco para que o encontro real acontecesse. E foi por intermédio dos blogs: O Falando de Amor (meu) e o Momentos são... (dela). Resultado de uma maravilhosa e bendita insônia minha, encontrei o Momentos... nos encontramos, Su e eu, pra não separar nunca mais.
Logo, o carinho com o meu blog-filhote trasformou-se em atenção mais que especial, digna de uma madrinha e desta forma, o filhote ganhava uma Dinda. Depois abri o Bar da Ruiva (que é “Bar” por causa dela) e era impossível que este tivesse outra dinda.
No aniversário do Momentos..., vesti minha melhor roupa, comprei uma lembrancinha e fui buscar meu convite. Lá, estava um convite endereçado não à “Analu”, que é como ela sempre me chamou mas... à “Dindinha” do Momentos...
Se é pueril...? Pode até ser. Mas, essa forma de amor, como diz o poeta, sempre vale a pena.

Fenixando... seja bem vindo ao mundo!
Que sejas isso: a prova cabal do renascimento de alguém. Uma Fênix, ressurgida e forte. Um Bernardo-eremita de casa nova. Uma ostra feliz contrariando a lenda e produzindo pérolas!

quinta-feira, 23 de outubro de 2008



É noite...
Nossa cama macia, lençóis limpos, friozinho lá fora.
Gosto de sentir sua mão e o carinho delicado. Gosto de saber da necessidade que você tem de mim.
Você sente a minha falta quando não estou por perto e me chama para que eu fique ao seu lado...
Somos cúmplices desse amor que ninguém explica, mas que nós sabemos que existe. O que eu faria sem você?
O que eu faria se você resolvesse me deixar hoje?
Quem me faria companhia? Quem seria a minha companhia perfeita?
Quem entenderia meus “maus momentos”? Minha fossa? Minha dor de cotovelo?
Você me aceita do jeito que eu sou e não tenta me transformar naquilo que não sou.
Nem meu cigarro, nem minha insônia incomodam você. Nunca te vi fazer cara feia, para minha unha que o esmalte descascou... nem para o pijaminha velho e confortável... nem para a TPM.
Você não implica com os seriados da TV... não pede pra apagar a luz quando, sem sono, leio um livro inteiro.
Nunca encrencou com a internet... não xereta meu Orkut... nem quer que eu conte minhas senhas de e-mails.
Você me respeita!
Me ama!
Você nunca me traiu. Me trocar por outra...? Nem pensar.
Pra você, sou única e insubstituível
.
Te amo Bobyzinho!!!




segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Sou do tempo...


Sou do tempo...
(baseado na crônica do escritor Paulo Sant’Ana, para o jornal Zero Hora, 20/08/2008 e adaptada para o meu tempo...)

Sou antiguinha.
Sou do tempo da TV preto e branco e de assistir “Love Story” no cinema.
Sou do tempo da calça boca de sino, da blusinha frente única e do maiô de duas peças. Do tempo dos festivais, dos concursos de miss e dos programas de calouros.
Do tempo do bambolê, do bilboquê e do bombril na ponta de cordões, como o mais próximo permitido às crianças, dos fogos de artifícios em tempos de São João.
Sou do tempo do grapete e do crush. Do tempo do drops Dulcora e da caixinha de Mentex: umas das poucas permissões para se comer no cinema.
Sou do tempo em que o branco, significava pureza, salvando-se as excessões consentidas e escondidas. Do tempo da Jovem Guarda, do tênis Bamba e das reuniões dançantes nas garagens.
Sou do tempo em que se lia Fatos e Fotos, O Cruzeiro e o Pequeno Príncipe. Do tempo dos bob’s no cabelo, dos brincos de pressão e da mini-saia.
Sou do tempo das quermesses, de mandar prender pra poder mandar soltar e de sonhar com as fotonovelas. Do tempo do “casar para sempre” e dos príncipes encantados.
Sou do tempo onde trovoadas, eram prova cabal de que “...papai do céu está bravo...”.
Sou do tempo em que, ser romântica nada tinha de “cafona”. Sou do tempo do “cafona”, do “pão” e do “levar um toco”. Do tempo de guardar papel de bala, pétalas de rosa entre as páginas de um livro e de perfumar com talco as cartas de amor. Eu sou do tempo das cartas de amor!
“Sou do tempo em que não havia violência. Os ladrões, como os batedores de carteira, agiam com carinho e delicadeza, nunca feriram ou mataram alguém.
Eu sou do tempo das serenatas, dos sonetos, dos acrósticos, das alianças de noivado, sou do tempo do namoro na sala com chá-de-pêra.
Enfim, eu estou deslocado porque sou do tempo do amor.”
(Paulo Sant’Ana)

Sei que muitos de vocês, não encontrarão semelhanças aqui, mas esse é sem dúvida alguma o meu tempo!

quinta-feira, 16 de outubro de 2008




Uma marca pessoal: adoro ler!
Livros me encantam e quem me conhece sabe: quer me deixar felizinha da vida, me largue dentro de uma livraria. E se esta, for a Livraria Cultura, é paixão na certa!
Sou do tipo, que não lê os livros da moda. Leio quando me dá vontade, quando eles me chamam e por isso, só agora li o “Caçador de Pipas”.
Dele, retirei o trecho abaixo:

"...Em conversa com seu filho Amir, Baba afirma que existe apenas um pecado no mundo: o do roubo.
Ele justifica essa afirmação, dizendo:
- Quando você deixa de dizer para alguém alguma coisa que você acredita ser 'verdade', você está 'roubando' o direito dele saber o que você sente a seu respeito.
- Quando você mata alguém, você está 'roubando' o direito de outras pessoas conviverem com a pessoa que você matou.
- Quando você 'maltrata' alguém, você está 'roubando' o direito dessa pessoa de ser feliz.
- Quando você mente para alguém, você está 'roubando' o direito dela conhecer a verdade..."


Nada mais a declarar...

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Cartinha ao...


Olá Bocoh, meu...
As reticências são marca visível da minha total ignorância a cerca do que nós somos. Não sei o que você representa, hoje, na minha história.
Você não é meu amigo, porque amigos não magoam de caso pensado. Amigos, não traem e se houve traição, é porque deixaram de ser amigos.
Também não classifico você de inimigo. Você é um perdido, tudo bem. É um tonto, mas não existe maldade no seu coração.
Não é meu caso, ficante ou amante. E isso você não é, mesmo!
Se fosse, não faria cara de paisagem, nem se fingiria de morto ignorando todos os meus convites explícitos.
Tudo bem...
Sei que no fundo, você leva medo de não resistir ao meu charme bombástico. Medo, porque sei onde fica cada um dos botões que se deve apertar nestas horas. Medo... de ter de voltar para a sua vida – morna, depois de tocar o paraíso comigo!
Você resiste bravamente a cada um dos meus chamados velados ou não, não é?
Bocoh, decididamente você é um bocozinho mesmo!
Agora, se há algo que deve ser dito em sua defesa é que: você gosta de mulher.
É um Bocoh, mas um bocó muito macho!
Se não, vejamos:
A primeira-dama, brigou, esperneou, ganhou a batalha, ganhou a guerra e de quebra, por mérito, ganhou uma medalha. A isto, chama-se vencer pelo cansaço. Ou, por WO, vai saber...
A outra, aquela de barracos em alto estilo, do tipo: filmes de ação do Bruce Willis, eu soube que está repaginada, lipoaspirada e siliconada. Tudo às suas próprias expensas e curtindo a vida adoidada. Ponto pra ela!
Aquela namoradinha virtual, dos tempos de “voar baixo por conta da solidão”, depois de você, vai muito bem obrigada, com seus casinhos full time.
Agora me responda Bocoh: quem é o soldadinho, sentado em cima do saco, reclamando de dor?
- Eu!
Quem deve mudar o rumo da prosa, achar suas rotas alternativas e deixar de reclamar?
- Eu, de novo!!
Então meu querido... (não-sei-o-quê): esta cartinha é para dizer que ainda amo você, mas estou fazendo um baita esforço pra criar vergonha na cara.
Beijinhos.
Eu.

sábado, 11 de outubro de 2008

Aos meus amigos!



“...Quando diante das incertezas do viver
vislumbro uma luz na escuridão
estou ouvindo o Silêncio...

Quando abatida por agressões gratuitas
consigo me reerguer e perdoar
estou ouvindo o Silêncio...”

Este trecho pertence a um poema da minha irmãzinha Clau.
(
http://clodet.blog.uol.com.br)
Não pedi licença e fui logo copiando, porque sei que a autorização viria se eu pedisse.
Claudete é aquela irmã sem laço algum de parentesco. E quando eu lia o poema dei conta do tanto que ando pensando no assunto ultimamente. Acho que é chegada a hora, de parar de tentar os romances coloridos de rosa-pink que sempre foram meu sonho de consumo, e focar num tipo de relação muito mais prazerosa: os amigos.
Os amores se vão... de um modo ou de outro, eles chegam com o brilho de um sol de verão e se vão com a fúria de um “katrina”. E a cada tombo, percebo que meus amigos de verdade, estão aqui ou se não estão, voltam.
Ganho colo, ombro e lencinhos!
Percebo, que no coração destes amigos, mesmo daqueles que vez ou outra, tiram um tempo para hibernar, eu estou sempre na primeira fila.
Acho que, como diz a Clauzinha nesse poema cheio de doçura, ando ouvindo meus silêncios. Me rendi depois de muito tempo, ao chamado do Orkut. Fiz o perfil, porque andava sem T para escrever e vi ali, uma forma de não perder o contato com aqueles que amo. Porém, para minha surpresa, encontrei velhos amigos, fiz novos amigos e não tenho sido poupada do carinho de ninguém.
“...quando diante das incertezas....”, vislumbro em cada amigo, túneis no final da luz.
Alguém não liga nem pra me dar bom dia e isso é fato! Por outro lado, recebo torpedos carinhosos da minha Bonitinha, a norithia muito amada, liga pra me dar boa noite, preocupada com o último post e recebo até um convite pra sair, do meu amigo Betho (ahhhh, se não fosse a distância não ias escapar, Bonitão!!!).
Meus e-mails ficam sem resposta, e isso é fato também! Por outro lado, Claudete morre de rir com as bobagens que escrevo e Ilka convida para um vinho no final da noite quando o Bar..., esvazia e eu penso que terei de enfrentar mais uma noite de solidão. Cris e Kallzinha, sempre têm algo doce pra dizer.
Se uma pessoa se nega ao amor, ou negou-se a receber o amor que eu tinha pra dar e isso, é pacífico... vários “alguéns” me amam de verdade. E isso é mais que um fato!!! Sou grata.
Minha Su, é um dos maiores exemplos desse amor sem medida ou razão aparente. Descobrimos juntas, um lado místico, muito forte que nos aproximou e uniu. Porém mais do que isso, descobrimos uma identificação de almas, estupenda.
Então é mais do que hora de escutar meus silêncios e deixar dormitar em berço esplêndido (mas não muito confortável, para que não se acostume), os romances coloridos.

Um brinde a nós!!!

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Um dia normal. Ou, pelo menos deveria ser....




* Acordo com o telefone berrando e pela milionésima vez, uma voz de gatinha, pergunta se eu quero o cartão de crédito do Unibanco, que já respondi 999 vezes, que não.
* Levanto e na cozinha, consigo misteriosamente, arrebentar o coador de papel, que derrama o pó inteiro dentro do café que já estava coado.
* Meu celular novinho, se recusa a dar um mínimo sinal de vida.
* Vou ao centro da cidade numa maratona interminável entre filas de banco, pra pagar as contas do mês... (quem mandou não ser “moderna” e pagar tudo pela Internet?).
* Cabelo que não foi escovado e entrochada de roupa, parecendo um boneco de neve (leia-se GORDA!!!!) e encontro aquela colega da faculdade linda, só num vestidinho e nem arrepiada de frio...
* Tento falar com a minha mãe e o telefone só dá sinal de ocupado. Falo mal da geração todinha e só muitas tentativas depois, dou conta que estou ligando para o meu celular.
* Ligo para o Rodrigo, amigo do peito, cabeleireiro e gay: “Paixão da minha vida, preciso de ti, desesperadamente, hoje...”.
E depois de um estranho... “Hããã...?”, vejo que liguei para o número que já deveria ter saído da agenda do telefone há séculos. E o pior de tudo, é que nem se Deus descesse à Terra para testemunhar a minha verdade, nem Nele, o dito cujo acreditaria.
* Escrevo uma carta de amor, lindinha toda vida, que talvez nunca seja entregue e o Word resolve me boicotar e apaga tudo.
* TV a cabo, sem sinal.
* Alguém que não liga nem para me dar “boa noite”.
* Fome...fome...fome...
* Noite chegando e eu, assustadoramente sozinha, quando minha opção era bem outra...

Será que eu devo desligar a vida, vestir o pijama de-li-ci-o-sa-men-te velho e largo e sonhar com os anjos (que obviamente não têm sexo)???

sábado, 4 de outubro de 2008

Experiências!



- Mestre, como faço para me tornar um sábio?
- Boas escolhas.
- Mas como fazer boas escolhas?
- Experiência.
- E como adquirir experiência, mestre?
- Más escolhas.
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Esta sou eu!
Más escolhas e um rio caudaloso de experiências.
Fomos e voltamos. Fizemos o percurso de ida-e-volta, mil vezes e de cada uma delas, consegui sair mais experiente: com mais galos na cabeça e espinhos no pé.
Pensando bem, deveria existir uma lei que protegesse os corações apaixonados de sofrer duros golpes.
Air bags emocionais?
Se alguém souber onde se compra, por favor, avisem-me.
Preciso estar preparada para um próximo acúmulo de experiências.