domingo, 1 de fevereiro de 2009

O Gênio e eu...


O gênio então, me concedeu um desejo: eu pedi e pedi bem!

- Grandão, quero a máquina do tempo.
Quero que esse tempo de “... espera que já, já essa dor passa...”, passe rapidinho.
Quero dormir e acordar, só quando tudo estiver resolvido e quando a dor no meu peito não existir mais, porque vou te contar: isso tudo já perdeu a graça e está abalando meu bom humor!
Quero acordar, só quando ele for uma doce lembrança e eu puder olhar fotos e filmes, ouvir músicas, visitar lugares e não sofrer. Ou quem sabe, você se empolga e manda logo uma máquina do tempo com adicional de esquecimento rápido?
Quero acordar, quando a espera já não existir mais... cansei de esperar por alguém que não vai chegar. Pra te falar, gorducho, esperar é um saco!
Quero o tempo da raiva, da indiferença, do “to nem aí”, porque esse tempo da dor, custa, se arrasta e estraga a pele!
Quero dormir e acordar pronta pra outra, isto é, pra outro!
Dá pra ser?

- Se ferrou, ama! O estoque de máquinas do tempo esgotou. É máquina de andar pra frente, máquina de andar pra trás... parece que todo mundo resolveu pedir a mesma coisa...! Ô povinho sem imaginação, viu? Ou é máquina do tempo ou, máquina de fazer dinheiro. Mude o desejo, que esse vou ficar devendo!

- Caramba! Assim não dá pra ser feliz, sabia? Volto amanhã com um desejo novo.