
A cigana, chegou de mansinho e não consegui descobrir de onde ela tinha vindo.
Nem o colorido bonito das roupas, nem os olhos verdes e muito profundos, foram capazes de despertar meu encantamento.
Medo! Era essa a sensação que eu conseguia distinguir e perceber em mim...
Perguntou se podia ler a minha mão e a única coisa que lembrei foi de dizer que não tinha dinheiro, porém ela e eu sabíamos que essa não era a razão da minha fuga.
Nem o colorido bonito das roupas, nem os olhos verdes e muito profundos, foram capazes de despertar meu encantamento.
Medo! Era essa a sensação que eu conseguia distinguir e perceber em mim...
Perguntou se podia ler a minha mão e a única coisa que lembrei foi de dizer que não tinha dinheiro, porém ela e eu sabíamos que essa não era a razão da minha fuga.
- Você tem algumas notas na carteira. Deixa que eu diga o que vim dizer e se achar que vale, me dá a menor nota.
Bem, isso era algo, no mínimo, interessante. Ela não pedia a maior nota e tampouco disse que eu deveria pagar o que achasse justo pela informação e assim, ganhar mais.
O inusitado do momento e a maneira da cigana falar, fez contrariar tudo o que passei a vida acreditando: ciganos não roubam criancinhas. Ciganos, não fazem mal. Pelo menos aquela ali, não estava parada à minha frente com esse propósito.
Cedi.
Ela tirou de dentro de um saquinho sujo, uma pedra e colocou na minha mão, dizendo que ela significava uma mudança de vida:
Pra falar a verdade, não havia gostado nada do que ouvi, mas ela falou verdades que não tinha como saber e por isso, merecia ser paga. Abri a carteira e peguei uma nota.
A pedra ainda está guardada comigo.
Confesso que não sou do tipo que pega, aquece nas mãos, faz um pedido ou uma pergunta e interpreta a resposta. Porém, não consegui jogar a runa no fundo de uma gaveta. Talvez as palavras da cigana e a leitura profunda que ela fez da minha alma num rápido olhar, tenham colaborado.
Essa questão do “passado” me acompanha.
Um erro recorrente... um aprendizado que ainda não aconteceu.
Alguma luas ainda terão de passar até que eu, finalmente aprenda, Gypsy!
Essa questão do “passado” me acompanha.
Um erro recorrente... um aprendizado que ainda não aconteceu.
Alguma luas ainda terão de passar até que eu, finalmente aprenda, Gypsy!









